Nesse dia tornei-me
frígida. Procurava mas não conseguia ter prazer. Saí à noite, paguei a prostitutas
e prostitutos, procurei sexo em todo o lado, masturbei-me incessantemente, mas
nada…
Tudo se tinha esvaído
naquela família.
Perdi o interesse por
tudo, incluindo pelo trabalho e acabei por ser despedida.
Fiquei uma semana fechada
em casa, a beber, fumar charros e a pensar pôr fim à minha vida.
A dada altura, enquanto
navegava na net, deparei-me com o site de acompanhantes de luxo e recordei-me
dos programas que tinha feito durante os tempos da faculdade. Embriagada pelo
álcool e pela droga, viagem até esses tempos e sou capaz de jurar que recordei
cada cliente. Instintivamente, as minhas mãos tornaram-se nas mãos daqueles que
me possuíam e a minha pele voltou a ganhar vida. Conseguia ver-me entregue a
eles, de pernas abertas, de quatro, montada, de joelhos, a chupar, a lamber… a
foder. Via o seu êxtase quando se vinham, a frustração quando não conseguiam, o
espanto perante o meu corpo nú. E senti correr dentro de mim a seiva de que há
muito sentia falta.
O meu corpo aquecia e
agora imaginava-me tomada por todos eles ao mesmo tempo. As bocas, as mãos, os
pénis. Sentia os meus mamilos tão erectos que pareciam querer ejacular; sentia
o meu suco deslizar para o ânus e sentia o ânus ser penetrado sem piedade;
sentia a minha cona devorada por bocas famintas e penetrada por grossos
caralhos. Chorava de dor. Chorava de prazer. Chorava com vontade der ter mais e
mais… um orgasmo, um grito, um espasmo e depois mais outro, mais outro, mais
outro…
Acordei horas mais tarde,
transpirada em suor e suco vaginal. Faltava-me o sémen. Estava nua, no chão,
com um charro apagado de um lado e um copo de whiskey vazio do outro… a
garrafa, essa, tinha rolado para debaixo de um móvel.
Ri. Ri às gargalhadas.
Voltei a tocar-me e rapidamente tive um novo orgasmo. O meu corpo estava de
volta!